3 de setembro de 2009

A vontade de Deus - o serviço cristão

Continuando a mensagem em série, queremos falar agora sobre o cristão e suas diferentes formas da atuar sob a vontade de Deus. Queremos falar sobre a vontade de Deus feita em nós, da maneira como ele quer.

Servir a Deus ou estar na presença Dele? Talvez a maioria absoluta das pessoas escolheria a segunda opção, se bem que acham que servir, também, faz parte. Na verdade, elas respondem assim devido a um exemplo bíblico de uma jovem chamada Maria.
Maria tinha dois irmãos (pelo menos até onde sabemos!): Lázaro e Marta. A Bíblia não entra em muitos detalhes sobre estes irmãos, mas queremos extrair algumas lições dos exemplos das duas mocinhas.

Em três momentos, encontramos algo sobre Maria (Lc 10.39-42; Jo 11.31-33; Jo 12.1-11). Com exceção da segunda passagem, podemos perceber a principal característica de Maria: ela era uma adoradora , que não se importava com o tempo, ou se os lugares permitiam sua entrada ou não; o que importava era estar “aos pés de Jesus”.

Não que ela fosse desleixada, imprudente, aventureira ou desrespeitosa. Pelo contrário, ela sabia que todas as outras coisas poderiam ser supridas ou suprimidas, caso ela estivesse junto ao Mestre. Sabia que estar na presença de Deus é um ato de serviço. Ela entendia o seu chamado.

Tomemos agora, a outra mocinha da família, chamada Marta. Esta, muitas vezes é vista de uma forma nada agradável por muitos cristãos. Ninguém quer se comparar a Marta; as pessoas se lembram dela apenas para se referir a alguém que anda atarefado ou preocupado.

Provavelmente, Marta era mais velha que Maria. Logo, a responsabilidade das tarefas diárias estava nas mãos de Marta, principalmente quando se recebia nada mais nada menos que o Filho de Deus, o Rei dos reis – que sempre levava mais doze machos consigo!

Assim como Maria, Marta é apresentada nas mesmas três passagens bíblicas. Isso prova a sua grande importância para Jesus, tanto quanto a outra irmã. O interessante é perceber que, nos três momentos, a primeira iniciativa sempre é de Marta: era ela quem recebia, acomodava e servia ao Mestre, dando-lhe um cafezinho, uma bolachinha e preparando o almoço para os doze homens e o Segredo!

Esta era a missão de Marta: adorar a Deus servindo-o! Tanto ela quanto Maria estavam fazendo o que deveria ser feito por ambas, cada uma com sua peculiaridade. Maria entendia isso, mas Marta, ainda não.

A problemática começa quando ela deseja que Maria faça o serviço dela (Marta). A função de Maria não era servir, era apenas aprender. E Jesus mostra isso à Marta .
- Marta, você está afadigada e preocupada com muitas coisas. Mas uma só é necessária...

Em momento algum Jesus quis dizer que o que Maria fazia era mais importante que o trabalho de Marta. Se não, estaria sendo incoerente consigo mesmo, refutando a ideia da unidade na diversidade, o exemplo do corpo com muitos membros (1 Co 12).

Devemos entender que é preciso que haja pessoas com diferentes dons, talentos e funções. Caso contrário, haveria um caos, pois uma tarefa acarretaria muitas pessoas, enquanto deixaria outra sem ninguém para realizá-la.

Cada cristão deve entender a sua função e ministério; entender a vontade de Deus no serviço cristão; entender que, se Deus lhe deu apenas um talento, é isso que Deus lhe deu! Temos que entender que, se fulano não é do “meu jeito” e não faz “aquilo que faço”, não o torna menos importante no Reino.

Devemos entender que cada um tem uma tarefa a fazer, e somente essa pessoa pode realizá-la; ninguém mais pode fazer aquilo que está proposto a você fazer!

Faça a sua parte, mas não se importe, zangue ou fique nervoso se você ver alguém que não está fazendo. Pois somente uma coisa é necessária.

31 de agosto de 2009

Viver

Viver e não ter a vergonha de ser feliz...
Parece redundância, mas viver é aproveitar a vida!
É saber aproveitar cada instante, cada momento e situação.
É não ficar preso às dificuldades
E estar pronto para enfrentá-las.

Seria fraqueza por nossa parte
Se ficássemos felizes apenas com os bons momentos
Seria negativo a nós
Se pensássemos somente no que não deu certo.

Viver é saber lidar com todas as situações
É saber equilibrar os momentos:
Não se conformar com o que não foi feito,
Não se exaltar com os planos realizados,
Sabendo que o sonho fracassado
É a chance para um outro começo.

Saber viver não é apenas curtir o momento,
Realizar os sonhos ou ter o par ideal
É entender que os sonhos, planos e desejos
Devem estar centrados no Pai celestial.

Saber viver é deixar de viver
É morrer pra si mesmo, entregar os desejos não mãos do seu Pai.
É entregar-se por completo
Como um rio chega ao mar.

É estar confiante em meio aos desafios,
Sabendo que mesmo que caia no caminho,
Aquele que o chamou pode então lhe levantar.

Saber viver é entregar a vida, os medos e temores
Nas mãos do Pai que um dia lhe criou;
É reconhecer seus pontos fracos,
Dizer que não é nada, frágil e debilitado
E mergulhar bem fundo no rio do Amor.

Não é fazer apenas o correto,
E estar livre ou isento de errar;
É, depois de falhar, buscar o acerto
Ter nas mãos um novo começo
E a chance de acertar.

Saber viver é amar a Deus em todos os momentos
Não apenas quando Ele fala com a gente
Quando as coisas dão certo,
Somos abençoados, entendemos sua vontade
E a sua presença se sente.

É entender que tudo ajuda para o nosso bem,.
Que somos mais que vencedores!
Que não importa o quanto falhamos, quantas experiências já temos:
O sol nasce pra todos,
O amor de Deus não morre!

Um dia Ele vai voltar
Tensões, medos, cargos, títulos: tudo vai acabar!
Sem nome no SPC, sem Campus pra pegar.
Adeus cadeira de férias!
Algo melhor me espera,
Lá vou eu pra meu lugar!

Não vou ter preocupação
Sem ninguém pra me atormentar
Sem a dor no coração
De enfrentar a decepção, após um “fora” eu levar.

Medo da morte não tenho
Muito menos do futuro.
Viver ou morrer?! Tanto faz!
Pois o viver pra mim é Cristo
Se eu morrer eu estou no lucro!

28 de agosto de 2009

A vontade de Deus - parte 1

Sabe, entender a vontade de Deus é algo nada fácil! É desafiador, instigante e, talvez, um dos maiores entraves vividos por aqueles que entregam a vida ao Criador. Algumas pessoas acham que isso é muito relativo, que depende da situação. Outros não concordam com essa ideia, mas dizem que é quase impossível viver sob a vontade de Deus.


Em se tratando de relacionamentos amorosos, é aí que o “bicho pega”, pois muitos entendem de diversas maneiras o que seria esta “vontade” de Deus. Ao longo da Bíblia, desde Gênesis a Apocalipse, encontramos passagens e exemplos que podem explicar sobre esse assunto. O primeiro caso é encontrado no início de tudo.

Ao analisarmos profundamente o texto de Gênesis 2.18-25, perceberemos algo mais que a criação da mulher: ali está o modelo de um relacionamento segundo a vontade de Deus. O Pai poderia muito bem ter criado Eva a partir do barro, assim como fez com Adão, bem na frente do homem, para que este visse o grandioso poder existente em Deus.

No entanto, a Bíblia diz que “[...] O Senhor fez cair um sono pesado (profundo) sobre Adão, e este adormeceu [...]”. O sono profundo equivale ao estado de anestesia ou mesmo o estado da morte: a pessoa não sente nada, nem sonha, apenas dorme profundamente.

Supomos, implicitamente, o que Deus fizera: “Adão, quero que você entenda que sou Eu quem faço as coisas pra ti, inclusive a tua mulher! Você não precisa fazer nada antes da hora, apenas durma!”. Penso que este seja o desejo de Deus a nós: que não façamos nada antes do tempo de Ele ordenar, apenas dormir.

Outro exemplo é encontrado ainda em Gênesis, agora no capítulo 24. É desta passagem que surgiram as expressões “O meu Isaac” e “a minha Rebeca” (expressões que denotam a pessoa ideal para um relacionamento), mostrando que o episódio é bastante sugestivo.

Isaac estava com 40 anos (equivalente aos 20 ou 25 atuais) e solteiro. A mãe havia morrido e a solidão era sua companheira diária. Sabia, no entanto, que confiar e esperar em Deus é a melhor escolha, como seu pai Abraão ensinara.

Não preciso contar a história toda, pois você deve saber (se não, procure ler!). Quero me centrar na forma como as coisas aconteceram. Abraão, o pai da fé, manda que o seu mordomo vá à terra que o patriarca nascera e traga a mulher de Isaac. É coisa de louco, mas o mordomo foi e trouxe a garota que casou com Isaac e teve dois filhos.

Abraão não sabia quem era a garota, mas tinha certeza de que Deus estava no controle. Isaac não sabia se a moça era bonita, “crente” ou se sabia cozinhar bem (sem machismos, viu meninas?!). Mas, como orava muito (Gn 24.63), entendia que esta era a vontade de Deus.

Rebeca não sabia se o jovem era forte, “marombado”, bonito ou tinha carro; nunca havia recebido uma carta ou cartão do rapaz; jamais recebera um torpedo “apaixonante”; não sabia se o rapaz era romântico ou rude. Entretanto, sabia que aquela era a vontade de Deus.

Percebe-se aí, que não foi preciso que Isaac, o homem dessa história, fizesse muita coisa para estar com Rebeca; não foi preciso que ele a conquistasse com belas palavras, rosas ou bombons. A conquista já acontecera (por Deus), mas a permanência dela veio depois, junto com o romantismo e tudo que um namoro tem direito. Mas isso, após a vontade de Deus.

Outro fator importante é o que Abraão diz: “Se a mulher não quiser te seguir, tudo bem, deixa de mão” (paráfrase minha). Ou seja, a vontade de Deus estava exposta, mas Rebeca tinha uma escolha a fazer: ou ia ou não ia! Ela possuía duas opções: iniciar um relacionamento desejado por Deus, mas no qual não conhecia o rapaz; ou não arriscar a juventude com alguém que não conhecia ou “amava”.

Esse último pensamento é o que mais permeia as mentes dos jovens cristãos, em especial das mulheres. Muitos pensam que para se ter um relacionamento com alguém é preciso se apaixonar (ou estar apaixonado) e amar essa pessoa; pensam que vão achar em alguém o amor que sempre procurou ou desejou. No entanto, o amor não se acha: ele se constrói; é construido e mantido por ambos os lados, e só o tempo, o passar dos tempos é quem vai dizer se há amor ou não.

25 de agosto de 2009

Janelas

Elas são sempre indispensáveis. Todo mundo tem uma que um dia desses foi muito útil. Numa casa, uma janela é sinônimo de ventilação, luminosidade e ao mesmo tempo de preocupação, por isso as grades de ferro são complementos necessários. Alguns as chamam de Windows!

Aqui em São Luis(MA), onde possuímos o maior conjunto arquitetônico português de casarões preservados no Brasil, as janelas são uma decoração à parte. Com arcos, esquadrias perfeitas, com madeira e vidro, fazem um contraste colossal com os azulejos ao receberem a incidência dos raios solares.

Se já é lindo olhar pra janelas bonitas, como não será olhar de dentro da casa por elas? Certo que nem toda vista é agradável. Por exemplo, na casa onde morava antes, a janela do meu quarto ficava próximo ao muro, e olhar o céu só se fosse numa pequena fresta acima do muro. Na atual, vejo mamoeiro, mangueira e coqueiros, além do belo nascer do escaldante sol. A vista é bonita, mas só consigo entrever pelos espaços que a grade de ferro não ocupa. Precisamos ver que tipos de grades estão tentando diminuir nossa visão. E ao mesmo tempo, que insegurança foi chumbada em nossos pensamentos e relacionamentos.

Não importa onde as janelas estão. Seja nos espelhados edifícios da Faria Lima ou da Paulista (SP), seja nas cinzentas janelas da Esplanada dos Ministérios (Brasília), ou a janela de uma lancha que conduz viajantes de cidades ribeirinhas, ou ainda janelas de um veículo. Elas têm dupla função: comunicação e proteção.

Podem servir muito bem em comunicar os de dentro com os de fora e ao mesmo tempo permitir que os de fora pareçam bobos ao olharem para uma janela espelhada, sem saber que os que estão do lado de dentro estão sorrindo do seu comportamento. Elas estão por todos os lugares da cidade, são pontos turísticos, podem servir pra alguém espreitar como anda a vizinhança ou ser palco de uma excelente conversa entre amigos. Ah, são muitas as utilidades delas!

Lembro-me que há pouco tempo estive ouvindo Paul Freston, um dos mais reconhecidos sociólogos cristãos da América Latina. Estive alguns dias saboreando das exposições bíblicas de Romanos pelo Paul. Mas tem uma analogia que não saiu até agora da minha cuca. Freston falou sobre dois tipos de liderança. Um tipo é comparado a uma “Janela opaca”, daquelas que não tem graça alguma de se ver, do tipo que não chama atenção, tanto pelo que obscurece de dentro pra fora, como pelo que não permite que seja visto por dentro.

Relaciono isso a uma questão de Justiça, Equidade e Verdade. Certamente você concorda que está faltando muito dessas características em boa parte da liderança cristã que conhecemos. “Por isso a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança. Procuramos, mas tudo são trevas; buscamos claridade, mas andamos em sombras densas...ao meio-dia tropeçamos como se fosse noite; entre os fortes somos como os mortos”(Is 59.9,10 NVI). Assim como uma janela opaca obscurece ambos os lados, um líder ou até mesmo qualquer um cristão precisa ser comparado ao outro tipo de janela, às transparentes.

Líderes transparentes são aqueles que permitem serem vistos de fora pra dentro, como pessoas normais ou mesmo extraordinárias, em simplicidade e caráter aprovado. Pessoas “transparentes” são como janelas perante lindas paisagens: podem ser instrumentos que possibilitem a luminosidade fazer efeito.

Qual é a graça de se ter uma janela que não seja aberta diariamente? E o que dizer daquelas que por insegurança acabaram dando lugar a tijolos? Poderíamos parafrasear um texto bíblico muito conhecido: “As janelas são muitas, mas as transparentes são poucas, rogai ao Senhor que tire a opacidade e transforme-as em transparentes”.

Resgato o velho Isaías: “Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar, se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio dia...Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam”(Is 58.9-11 NVI).

Quer um conselho? Passe a olhar as janelas de forma diferente a partir de hoje. Procure comparar o grau de transparência entre elas e não se esqueça que há dois tipos de janelas, também de líderes e ao mesmo tempo de cristãos. Ou somos opacos ou somos transparentes! E como diria o Chapelin: o final é você quem decide!



FERNANDO COSTA
Assessor da ABUB na Região Norte

24 de agosto de 2009

Nova diretoria




Como parte de uma nova fase, a ABU São Luís se reuniu neste sábado, 22 de agosto, para eleger novos integrantes da diretoria local. Isto porque, devido à graduação e contratempos de alguns membros, fez-se necessário realizarmos uma eleição extraordinária, já que o normal era que ocorresse no final do ano.



As funções que mudaram de integrante foram: Presidência; 2ª Secretaria; 2ªTesouraria e Secretaria de Literatura. As outras continuaram com os mesmos.



Com a participação de 18 pessoas, inclusive o nosso obreiro, Fernando Costa, as seguintes pessoas foram eleitas para compor a diretoria local até dezembro deste ano:



Adailton Polari - presidência



Haianne Yonara - 2ª secretaria



Carlos Eduaro Sampaio (Carlinhos) - 2ª tesouraria



Jaqueline Diniz - secretaria de literatura





Completam ainda a diretoria:



Carlos Eduardo Colins - vice presidência



Eduardo Oliveira - 1ª secretaria



Taysa Farias - 1ª tesouraria



21 de agosto de 2009

Novos grupos da ABU



São Luís está em festa: além das comemorações dos 40 anos do Núcleo da ABU, que serão realizadas na primeira semana de novembro,tivemos o "nascimento" de mais dois grupos na capital.Um na Faculdade Atenas Maranhense (FAMA) e ou outro na Faculdade Santa Terezinha (CEST).
O primeiro foi pela manhã. Chegamos às nove horas para começar. Não havia nada certo: os meninos não haviam conseguido um espaço, estava meio difícil. Mas pensamos: por que não fazer na área de vivência, nas mesas da lanchonete?!
Pois é, John Correa falou com a gerente da lanchonete e ela liberou. Adailton levou o violão, fizemos uma roda com umas sete pessoas. Começamos a cantar, meios desafinados e esquencendo a letra, mas, como sou entrosado e extrovertido (nem sempre!), contuamos a louvar a Deus! O pessoal ficou vendo aquela "arrumação", mas todos ficaram admirados, não com cara de espanto, mas de um certo "gosto". Algumas pessoas foram chegando...chegando... e quando fomos ver, a roda já estava o dobro de quando começamos!
Muitos cristãos ficaram animados, pois aguardavam esse momento há tempos. Cantamos, fizemos um minúsculo "relatório" sobre a ABU, além das apresentações, pois o tempo era pouco.
À tarde, fomos ao CEST. Lá encontramos nosso primeiro desafio: era preciso de uma autorização para um "bando de estrangeiros" entrarem naquela Faculade chic. Isso porque na noite anterior, uma estudante de outra universidade discutira com a direção do CEST, e essa garota era de um grupo evangélico, que já atua pelas noites.
Mas fomos para uma lanchonete na avenida e, na parte superior desta, fizemos nossa reunião, com quatro estudantes do CEST e mais uns seis da UFMA.
É bem verdade que alguns abeuenses estão se formando, mas já deixaram suas marcas na história da ABU! Após anos de oração, teremos a recompensa, pois "um é o que planta; outro o que colhe, mas Deus dá o crescimento".
Até aqui tem nos ajudado o Senhor!

3 de agosto de 2009


Se há uma coisa que tem ganhado espaço na sociedade brasileira nos últimos anos são os famosos reality shows. Importados da Europa e Estados Unidos, esse programas têm virado mania nacional, ainda mais em um país onde tudo que é estrangeiro vira “febre”.

O primeiro desse tipo foi o No Limite, estreado na Rede Globo, em julho de 2000. Os participantes, divididos em duas equipes, conviviam em uma floresta, realizando provas de resistência, sendo que ao final, teriam um vencedor.

Outro pioneiro foi a Casa dos Artistas, iniciada no final de 2001. Transmitido no SBT, o programa teve a participação de famosos como Supla, Bárbara Paz, Alexandre Frota, Mari Alexandre, entre outros. A idéia era assistir belas mulheres e homens conviverem com poucas roupas, namoros, e até outras coisas!

Mas quem fez sucesso mesmo foi o Big Brother Brasil. Tendo início um mês após o término da Casa dos Artistas, o reality foi apresentado na Rede Globo, entre os meses de janeiro e abril de 2002. A diferença está na ausência de famosos neste último. Kléber Bambam foi o vencedor de meio milhão de reais. Depois desta edição, foram realizados mais nove programas do BBB.

A Record procurou não ficar atrás e, no final de 2004, lançou o reality O Aprendiz. Apresentado pelo publicitário Roberto Justus, a temporada teve 15 programas. A idéia, entre outras, era ter um vencedor para trabalhar nas empresas de Justus. Atualmente, o programa A Fazenda é o novo reality show da emissora.

O mais interessante e intrigante é o objetivo desses programas. No domingo, me sentei pra ver um pouco do reality No Limite. Nunca tinha parado pra assistir ou analisar aquele programa. Fiquei estarrecido ao perceber o objetivo dos participantes das duas equipes.

Em uma das provas (para adquirir alimentos), ficou claro a individualidade de cada um. Era preciso fazer um percurso cansativo até o topo de um areal, sendo que a equipe vencedora teria direito a algumas galinhas. Foi dada a largada: alguns sairam na frente e chegaram também. Mas outros estavam se cansando, por isso alguns corriam juntos com aqueles.

Ao final, uma das integrantes não conseguiu chegar a tempo, o que ocasionou a perda do primeiro lugar, para decepção e tristeza dos membros da equipe. Ficaram pensando: “Se tivéssemos ajudado, ela teria chegado, e não perderíamos...”.
Ficaram tristes não pelo fato de a equipe não ter vencido, mas pelo fato de que cada um, individualmente, iria ficar sem comida. Primeiro o meu direito, depois, o da equipe. E isto é mais que normal em uma competição: uma pessoa entra pra ganhar; não há como ficar feliz quando o outro vence; numa sociedade moderna, isto é “conjunto inexistente”.

Tudo isso que as pessoas buscam ou fazem é o contrário do que o Mestre pediu que fizéssemos. Em um certo momento, Jesus é surpreendido por uma mãe que, assim como qualquer outra, só quer o bem para os filhos. Ela chega e pede que Cristo desse um lugar para os dois filhos no Reino. Sorrindo, talvez, Ele diz a ela que no Reino as coisas não são assim: isto cabe ao Pai.

Os discípulos ficam zangados: “Tão tirando o Mestre, é?!” Jesus, manso e humilde como sempre, acalma-os: Peraí gente. Vocês sabem muito bem por quem eles são dominados; os poderosos mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim, pois o que quiser ser importante, que sirva aos outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês...”.

Ser o primeiro não era a frase favorita de Cristo. Por algumas outras vezes, o discurso vai se repetir. A todo momento chegava alguém perguntando: “Quem é o maior de nós, Mestre?”. E Jesus sempre respondia de maneira oposta aos questionadores. Esse foi um dos motivos que O levaram à morte: Ele não queria posições; a vontade do Pai bastava.

E conosco?! Como é difícil viver da forma como Ele pediu que vivêssemos. Mas não impossível, se não Ele não haveria falado “sede perfeitos, como é o vosso Pai”, ou “vocês só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus”.
Cabe a nós, pelo menos, tentar sermos parecidos com Aquele que acreditou que poderíamos ser assim.

30 de julho de 2009

Compartilhando o Curso de Férias 2009

Tudo parecia incerto. Enquanto os dias se aproximavam do Curso de Férias em Marabá, a organização estava se apertando. Muitas pessoas desistindo, palestrantes, pessoas que iriam dar oficinas, expositores; até mesmo um convidado especial da diretoria nacional teve que, em seus últimos preparos, desistir da viagem. Há! Como realmente não sabemos o que Deus faz! Ele prepara grandes surpresas, e em mínimos detalhes cuida de sua obra, renova líderes e traz o crescimento dela. Ele capacita os incapacitados.

Assim podemos viver realmente dias de muitas surpresas naquele encontro. A animação não saía dos corações daqueles estudantes; gente nova, liderança nova, obreiro novo, tudo era novo! Os estudos sobre o Sermão do Monte foram essenciais pra todo o impacto causado nos estudantes. Oficinas, exposições bíblicas, grupos de discussão: tudo dirigido por pessoas que recentemente fizeram IPL(Instituto de Preparação de Líderes), ou por parte da diretoria regional.

As exposições bíblicas eram surpreendentes e empolgantes, dadas por nosso mais novo obreiro de tempo integral, Fernando Costa, e pelo Pastor Olavo, um pastor amigo convidado; cada um com seu olhar diferente sobre o sermão do monte enriqueceu ainda mais as exposições.
Senti palpável esse tempo de renovação dos grupos na região. Acredito que sessenta a setenta por cento dos participantes eram calouros de Curso de Férias, o que tornou tudo mais novo naquele tempo em que estivemos em Marabá.

Com o privilégio de fazer um curso dentro da floresta Amazônica (praticamente), fomos surpreendidos com vários bichos exóticos, até mesmo com os macacos, que não eram nem um pouco pequenos, que faziam a festa pendurados nas grandes árvores durante o por do sol, além das formigas gigantes, pica-paus, e uma linda vista para o rio Itacaiúnas, do local onde se realizavam as exposições.

Nas brincadeiras e na comunhão do grupo surgiram várias expressões como: “Você é um agente de milagres!”; “É disso que eu tô falando!”; “ou não!”, entre outras que tornavam o linguajar apenas um. A comunhão não excluía a liberdade nas brincadeiras, por temos tantas igrejas representadas.

Tivemos participação de um estudante de Boa Vista (Roraima), João Rafael, vulgo Big John, por ser o mais alto entre os participantes; de três jovens da Aliança Bíblica de Secundarista, representados por cidades diferentes, além de outras participações de estudantes que abriram núcleos em novas cidades.

O passar por algumas situações naquele lugar fez o curso mais impactante: o fato de as meninas terem que enfrentar uma cobrinha, sapos coloridos, aranhas, tornou os meninos mais prestativos para ajudarem na armação das redes e na organização do local. O servir era a parte essencial do curso: o lavar de banheiros, lavar de roupas, lavar de grandes panelas das refeições, além dos próprios pratos; o servir comida às pessoas na cozinha durante as refeições trazia grandes lições aos estudantes sobre o serviço.

Percebemos ainda que o que mais impactou os estudantes naqueles dias, além da comunhão entre eles, foram os momentos de silêncio reflexivo. Podemos compartilhar vários testemunhos que arrancaram muitas lágrimas dos participantes e dos que testemunhavam. Um mural feito por algumas meninas ajudaram no compartilhar daquele curso de férias.

Para fechar todos os momentos vividos, junto à santa ceia, compartilhamos de um milagre maior: o nascimento de um bebê na fé. Durante aqueles dias uma cozinheira que não conhecia aquela comunhão, amor e adoração tão profundamente e não tinha certeza do seu futuro foi surpreendida com a alegria de uma das estudantes que a ajudava colher alface e couve para salada e descascar laranjas para o almoço; o amor era visível nos olhos da estudante. Até que no ultimo dia, a estudante tomou a coragem de falar mais claro sobre o amor de Cristo e a decisão de segui-lo; a cozinheira tomou sua decisão, e aquela alegria compartilhada foi tamanha que arrancaram gemidos de alguns estudantes.

Ainda estou estupefata e surpreendida pelo que Deus fez naquele lugar, alguns diriam que fora o melhor CF dos últimos anos. Estamos felizes e alegres pelo que Deus fez no meio de nós, a minha sensação na volta era ter acabado de chegar do IPL. Pedimos oração para que aqueles dias estejam marcados na vida dos estudantes, e toda a alegria de servir e levar um comprometimento a sério da missão se estenda aos estudantes nas cidades em que retornaram. Agora, só nos resta agradecer a Deus por tudo que ele fez naqueles dias!

Por Tályta Henya
1ª Secretária da região Norte

29 de julho de 2009

CF Marabá: é disso que eu tô falanu!!!!


A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) realizou entre os dias 19 e 26 de julho, na cidade de Marabá (PA), o Curso de Férias 2009 da região Norte. Cerca de 40 universitários de cinco estados participaram do evento, visando a capacitação e treinamento de estudantes para evangelização nas universidades.


O tema deste ano foi “Ser ou não ser? Eis o cristão!”, baseado no Sermão do Monte (Mateus 5 a 7). Durante sete dias, acadêmicos e secundaristas de nove cidades estudaram sobre o assunto denominado como base do cristianismo. Para isso foram realizadas palestras, grupos de discussão, oficinas de evangelismo e de Estudo Bíblico Indutivo (EBI), além da confraternização e um passeio pela cidade.

No domingo (19), a diretoria da região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão e Piauí) realizou o Conselho Regional (CR), para tratar sobre assuntos internos e administrativos, como a eleição da nova mesa diretora, a indicação para o Instituto de Preparação de Líderes (IPL) e a adesão de novos núcleos. Na sexta-feira, 24, os delegados de oito cidades elegeram a nova diretoria, formada por: Hilton Carlos (presidência), Jeannie Bonna (vice-presidência), Tályta Henya (1ª secretaria), Ítalo Vilander (2ª secretaria), Larissa Alencar (1ª tesouraria), Epaminomas (2ª tesouraria) e Carlos Eduardo Colins (Secretaria de Literatura).
Ainda no CR, os delegados deram a lista dos indicados ao IPL 2010, que será realizado no período de 10 a 29 de janeiro, na cidade de Campinas (SP). Confira os seguintes nomes indicados por São Luís: Adailton, Ana Paula, Anne, Camila, Carlos Eduardo Colins, Carolyne, Eduardo Oliveira, Hilton Carlos e Jeannie. Até o fechamento dessa edição, nossa equipe não dispunha da lista completa.


Boa Vista (RR) é o mais novo núcleo agregado à ABU, esperando apenas a aprovação no Congresso Nacional, com previsão para julho do próximo ano. Da mesma forma, a ABS (Aliança Bíblica Secundarista) de São Luís aguarda a confirmação no mesmo evento.


Na manhã do sábado, 25, os estudantes participaram da Santa Ceia, ministrada pelo pastor da Igreja Batista Bíblica de Marabá, Olavo Pereira. Pela tarde, veio o momento mais light (ou não!) do CF: o passeio pelo parque Zoobotânico de Marabá, com muitos animais, aves exóticas, onça, e até gente!


Em clima de saudades e emoção, os participantes se despediram no domingo (26). Alguns de ônibus, muitos de trem e um de avião (Big John), na esperança do próximo encontro em 2010, na certeza de que Deus é fiel para conservar uma união tão boa e agradável.