21 de agosto de 2009

Novos grupos da ABU



São Luís está em festa: além das comemorações dos 40 anos do Núcleo da ABU, que serão realizadas na primeira semana de novembro,tivemos o "nascimento" de mais dois grupos na capital.Um na Faculdade Atenas Maranhense (FAMA) e ou outro na Faculdade Santa Terezinha (CEST).
O primeiro foi pela manhã. Chegamos às nove horas para começar. Não havia nada certo: os meninos não haviam conseguido um espaço, estava meio difícil. Mas pensamos: por que não fazer na área de vivência, nas mesas da lanchonete?!
Pois é, John Correa falou com a gerente da lanchonete e ela liberou. Adailton levou o violão, fizemos uma roda com umas sete pessoas. Começamos a cantar, meios desafinados e esquencendo a letra, mas, como sou entrosado e extrovertido (nem sempre!), contuamos a louvar a Deus! O pessoal ficou vendo aquela "arrumação", mas todos ficaram admirados, não com cara de espanto, mas de um certo "gosto". Algumas pessoas foram chegando...chegando... e quando fomos ver, a roda já estava o dobro de quando começamos!
Muitos cristãos ficaram animados, pois aguardavam esse momento há tempos. Cantamos, fizemos um minúsculo "relatório" sobre a ABU, além das apresentações, pois o tempo era pouco.
À tarde, fomos ao CEST. Lá encontramos nosso primeiro desafio: era preciso de uma autorização para um "bando de estrangeiros" entrarem naquela Faculade chic. Isso porque na noite anterior, uma estudante de outra universidade discutira com a direção do CEST, e essa garota era de um grupo evangélico, que já atua pelas noites.
Mas fomos para uma lanchonete na avenida e, na parte superior desta, fizemos nossa reunião, com quatro estudantes do CEST e mais uns seis da UFMA.
É bem verdade que alguns abeuenses estão se formando, mas já deixaram suas marcas na história da ABU! Após anos de oração, teremos a recompensa, pois "um é o que planta; outro o que colhe, mas Deus dá o crescimento".
Até aqui tem nos ajudado o Senhor!

3 de agosto de 2009


Se há uma coisa que tem ganhado espaço na sociedade brasileira nos últimos anos são os famosos reality shows. Importados da Europa e Estados Unidos, esse programas têm virado mania nacional, ainda mais em um país onde tudo que é estrangeiro vira “febre”.

O primeiro desse tipo foi o No Limite, estreado na Rede Globo, em julho de 2000. Os participantes, divididos em duas equipes, conviviam em uma floresta, realizando provas de resistência, sendo que ao final, teriam um vencedor.

Outro pioneiro foi a Casa dos Artistas, iniciada no final de 2001. Transmitido no SBT, o programa teve a participação de famosos como Supla, Bárbara Paz, Alexandre Frota, Mari Alexandre, entre outros. A idéia era assistir belas mulheres e homens conviverem com poucas roupas, namoros, e até outras coisas!

Mas quem fez sucesso mesmo foi o Big Brother Brasil. Tendo início um mês após o término da Casa dos Artistas, o reality foi apresentado na Rede Globo, entre os meses de janeiro e abril de 2002. A diferença está na ausência de famosos neste último. Kléber Bambam foi o vencedor de meio milhão de reais. Depois desta edição, foram realizados mais nove programas do BBB.

A Record procurou não ficar atrás e, no final de 2004, lançou o reality O Aprendiz. Apresentado pelo publicitário Roberto Justus, a temporada teve 15 programas. A idéia, entre outras, era ter um vencedor para trabalhar nas empresas de Justus. Atualmente, o programa A Fazenda é o novo reality show da emissora.

O mais interessante e intrigante é o objetivo desses programas. No domingo, me sentei pra ver um pouco do reality No Limite. Nunca tinha parado pra assistir ou analisar aquele programa. Fiquei estarrecido ao perceber o objetivo dos participantes das duas equipes.

Em uma das provas (para adquirir alimentos), ficou claro a individualidade de cada um. Era preciso fazer um percurso cansativo até o topo de um areal, sendo que a equipe vencedora teria direito a algumas galinhas. Foi dada a largada: alguns sairam na frente e chegaram também. Mas outros estavam se cansando, por isso alguns corriam juntos com aqueles.

Ao final, uma das integrantes não conseguiu chegar a tempo, o que ocasionou a perda do primeiro lugar, para decepção e tristeza dos membros da equipe. Ficaram pensando: “Se tivéssemos ajudado, ela teria chegado, e não perderíamos...”.
Ficaram tristes não pelo fato de a equipe não ter vencido, mas pelo fato de que cada um, individualmente, iria ficar sem comida. Primeiro o meu direito, depois, o da equipe. E isto é mais que normal em uma competição: uma pessoa entra pra ganhar; não há como ficar feliz quando o outro vence; numa sociedade moderna, isto é “conjunto inexistente”.

Tudo isso que as pessoas buscam ou fazem é o contrário do que o Mestre pediu que fizéssemos. Em um certo momento, Jesus é surpreendido por uma mãe que, assim como qualquer outra, só quer o bem para os filhos. Ela chega e pede que Cristo desse um lugar para os dois filhos no Reino. Sorrindo, talvez, Ele diz a ela que no Reino as coisas não são assim: isto cabe ao Pai.

Os discípulos ficam zangados: “Tão tirando o Mestre, é?!” Jesus, manso e humilde como sempre, acalma-os: Peraí gente. Vocês sabem muito bem por quem eles são dominados; os poderosos mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim, pois o que quiser ser importante, que sirva aos outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês...”.

Ser o primeiro não era a frase favorita de Cristo. Por algumas outras vezes, o discurso vai se repetir. A todo momento chegava alguém perguntando: “Quem é o maior de nós, Mestre?”. E Jesus sempre respondia de maneira oposta aos questionadores. Esse foi um dos motivos que O levaram à morte: Ele não queria posições; a vontade do Pai bastava.

E conosco?! Como é difícil viver da forma como Ele pediu que vivêssemos. Mas não impossível, se não Ele não haveria falado “sede perfeitos, como é o vosso Pai”, ou “vocês só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus”.
Cabe a nós, pelo menos, tentar sermos parecidos com Aquele que acreditou que poderíamos ser assim.

30 de julho de 2009

Compartilhando o Curso de Férias 2009

Tudo parecia incerto. Enquanto os dias se aproximavam do Curso de Férias em Marabá, a organização estava se apertando. Muitas pessoas desistindo, palestrantes, pessoas que iriam dar oficinas, expositores; até mesmo um convidado especial da diretoria nacional teve que, em seus últimos preparos, desistir da viagem. Há! Como realmente não sabemos o que Deus faz! Ele prepara grandes surpresas, e em mínimos detalhes cuida de sua obra, renova líderes e traz o crescimento dela. Ele capacita os incapacitados.

Assim podemos viver realmente dias de muitas surpresas naquele encontro. A animação não saía dos corações daqueles estudantes; gente nova, liderança nova, obreiro novo, tudo era novo! Os estudos sobre o Sermão do Monte foram essenciais pra todo o impacto causado nos estudantes. Oficinas, exposições bíblicas, grupos de discussão: tudo dirigido por pessoas que recentemente fizeram IPL(Instituto de Preparação de Líderes), ou por parte da diretoria regional.

As exposições bíblicas eram surpreendentes e empolgantes, dadas por nosso mais novo obreiro de tempo integral, Fernando Costa, e pelo Pastor Olavo, um pastor amigo convidado; cada um com seu olhar diferente sobre o sermão do monte enriqueceu ainda mais as exposições.
Senti palpável esse tempo de renovação dos grupos na região. Acredito que sessenta a setenta por cento dos participantes eram calouros de Curso de Férias, o que tornou tudo mais novo naquele tempo em que estivemos em Marabá.

Com o privilégio de fazer um curso dentro da floresta Amazônica (praticamente), fomos surpreendidos com vários bichos exóticos, até mesmo com os macacos, que não eram nem um pouco pequenos, que faziam a festa pendurados nas grandes árvores durante o por do sol, além das formigas gigantes, pica-paus, e uma linda vista para o rio Itacaiúnas, do local onde se realizavam as exposições.

Nas brincadeiras e na comunhão do grupo surgiram várias expressões como: “Você é um agente de milagres!”; “É disso que eu tô falando!”; “ou não!”, entre outras que tornavam o linguajar apenas um. A comunhão não excluía a liberdade nas brincadeiras, por temos tantas igrejas representadas.

Tivemos participação de um estudante de Boa Vista (Roraima), João Rafael, vulgo Big John, por ser o mais alto entre os participantes; de três jovens da Aliança Bíblica de Secundarista, representados por cidades diferentes, além de outras participações de estudantes que abriram núcleos em novas cidades.

O passar por algumas situações naquele lugar fez o curso mais impactante: o fato de as meninas terem que enfrentar uma cobrinha, sapos coloridos, aranhas, tornou os meninos mais prestativos para ajudarem na armação das redes e na organização do local. O servir era a parte essencial do curso: o lavar de banheiros, lavar de roupas, lavar de grandes panelas das refeições, além dos próprios pratos; o servir comida às pessoas na cozinha durante as refeições trazia grandes lições aos estudantes sobre o serviço.

Percebemos ainda que o que mais impactou os estudantes naqueles dias, além da comunhão entre eles, foram os momentos de silêncio reflexivo. Podemos compartilhar vários testemunhos que arrancaram muitas lágrimas dos participantes e dos que testemunhavam. Um mural feito por algumas meninas ajudaram no compartilhar daquele curso de férias.

Para fechar todos os momentos vividos, junto à santa ceia, compartilhamos de um milagre maior: o nascimento de um bebê na fé. Durante aqueles dias uma cozinheira que não conhecia aquela comunhão, amor e adoração tão profundamente e não tinha certeza do seu futuro foi surpreendida com a alegria de uma das estudantes que a ajudava colher alface e couve para salada e descascar laranjas para o almoço; o amor era visível nos olhos da estudante. Até que no ultimo dia, a estudante tomou a coragem de falar mais claro sobre o amor de Cristo e a decisão de segui-lo; a cozinheira tomou sua decisão, e aquela alegria compartilhada foi tamanha que arrancaram gemidos de alguns estudantes.

Ainda estou estupefata e surpreendida pelo que Deus fez naquele lugar, alguns diriam que fora o melhor CF dos últimos anos. Estamos felizes e alegres pelo que Deus fez no meio de nós, a minha sensação na volta era ter acabado de chegar do IPL. Pedimos oração para que aqueles dias estejam marcados na vida dos estudantes, e toda a alegria de servir e levar um comprometimento a sério da missão se estenda aos estudantes nas cidades em que retornaram. Agora, só nos resta agradecer a Deus por tudo que ele fez naqueles dias!

Por Tályta Henya
1ª Secretária da região Norte

29 de julho de 2009

CF Marabá: é disso que eu tô falanu!!!!


A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) realizou entre os dias 19 e 26 de julho, na cidade de Marabá (PA), o Curso de Férias 2009 da região Norte. Cerca de 40 universitários de cinco estados participaram do evento, visando a capacitação e treinamento de estudantes para evangelização nas universidades.


O tema deste ano foi “Ser ou não ser? Eis o cristão!”, baseado no Sermão do Monte (Mateus 5 a 7). Durante sete dias, acadêmicos e secundaristas de nove cidades estudaram sobre o assunto denominado como base do cristianismo. Para isso foram realizadas palestras, grupos de discussão, oficinas de evangelismo e de Estudo Bíblico Indutivo (EBI), além da confraternização e um passeio pela cidade.

No domingo (19), a diretoria da região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão e Piauí) realizou o Conselho Regional (CR), para tratar sobre assuntos internos e administrativos, como a eleição da nova mesa diretora, a indicação para o Instituto de Preparação de Líderes (IPL) e a adesão de novos núcleos. Na sexta-feira, 24, os delegados de oito cidades elegeram a nova diretoria, formada por: Hilton Carlos (presidência), Jeannie Bonna (vice-presidência), Tályta Henya (1ª secretaria), Ítalo Vilander (2ª secretaria), Larissa Alencar (1ª tesouraria), Epaminomas (2ª tesouraria) e Carlos Eduardo Colins (Secretaria de Literatura).
Ainda no CR, os delegados deram a lista dos indicados ao IPL 2010, que será realizado no período de 10 a 29 de janeiro, na cidade de Campinas (SP). Confira os seguintes nomes indicados por São Luís: Adailton, Ana Paula, Anne, Camila, Carlos Eduardo Colins, Carolyne, Eduardo Oliveira, Hilton Carlos e Jeannie. Até o fechamento dessa edição, nossa equipe não dispunha da lista completa.


Boa Vista (RR) é o mais novo núcleo agregado à ABU, esperando apenas a aprovação no Congresso Nacional, com previsão para julho do próximo ano. Da mesma forma, a ABS (Aliança Bíblica Secundarista) de São Luís aguarda a confirmação no mesmo evento.


Na manhã do sábado, 25, os estudantes participaram da Santa Ceia, ministrada pelo pastor da Igreja Batista Bíblica de Marabá, Olavo Pereira. Pela tarde, veio o momento mais light (ou não!) do CF: o passeio pelo parque Zoobotânico de Marabá, com muitos animais, aves exóticas, onça, e até gente!


Em clima de saudades e emoção, os participantes se despediram no domingo (26). Alguns de ônibus, muitos de trem e um de avião (Big John), na esperança do próximo encontro em 2010, na certeza de que Deus é fiel para conservar uma união tão boa e agradável.

29 de junho de 2009

Não é razoável que deixemos a palavra e sirvamos às mesas

Talvez a grande dificuldade humana esteja em se preocupar com os outros. Estamos tão ocupados em buscar a concretização de nossos objetivos que não há tempo para sabermos como fulano está.

A procura pelo aperfeiçoamento, a dedicação em conseguir passar no vestibular ou concurso, a grande concorrência no mercado de trabalho e o interesse em realizar um sonho tão antigo são alguns dos nossos objetivos, o que, às vezes, pode até nos atrapalhar, deixando-nos decepcionados e estressados.

Não bastasse isso, a Igreja vive casos semelhantes. Os cargos, comissões e favores têm ganhado espaço no meio evangélico. Pessoas que se dizem cristãs buscam o seu próprio interesse, desviando-se assim, do que Paulo falou aos Filipenses (Fl 2.3,4).

Uns pensam que o simples fato de vestir-se bem, de ir ao templo todos os dias, de pertencer a uma família de origem evangélica ou, então, de ser “crente” de longas datas e possuir um cargo, pode lhe fazer melhor que os outros; que isso vai lhe dar mais “crédito” e privilégio diante de Deus.

Esquecem que o que agrada a Deus não é a boa aparência ou aquilo que uma pessoa faz. Não, o Criador nunca se deixou levar por isso. Fosse assim, não rejeitaria a Saul, ao dizer que o mais importante não é sacrificar, e sim obedecer.

O próprio Cristo nunca fizera nada para ser visto pelos homens. Pelo contrário, sempre dizia aos que eram curados que “não contasse nada a ninguém”. Em seus ensinamentos, em suas parábolas, o Mestre sempre falava que era preciso fazer as coisas pensando, simplesmente, nas pessoas que estão ao redor. Lavar os pés daquele que se diz amigo e pode me decepcionar; daquele que anda comigo só pelo que tenho e que pode me atrapalhar ou trair. Esse é o nosso desafio.

Termino esse pequeno texto com uma das partes mais lindas (e mais difíceis) da Bíblia:
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas tudo por humildade. Cada um considere os outros superiores a si mesmo. [...] De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que mesmo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Pelo contrário: aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens [...] e obediente até a morte, sendo esta de cruz. Pelo que o Pai o exaltou acima de todos, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra”. (Fl 2. 3-9)

12 de junho de 2009

Depois de algum tempo


Sem dúvida alguma, a ABU é o dos maiores agrupamentos de seres diversificados, com pessoas de diferentes temperamentos e gostos: tímidas, tranquilas, extrovertidas; assembleianos, batistas, congregacionais, presbiterianos, etc.; flamenguistas, vascaínos, fluminenses, corinthianos, palmeirenses e até jamaicanos!

Há quem goste de música clássica e MPB; outros “curtem” rock, heavy metal, hardecore. Existem, também, aqueles que gostam de funk, pagode e axé, enquanto que tem gente que “quebra umas pedras”. Há ainda, algumas pessoas que, simplesmente, são bastante ecléticas, ou seja, “curtem” um pouquinho de tudo – com moderação.

Logo após a viagem que fizemos à Pedreiras, pude entender melhor o que é o Corpo de Cristo. Desde os primeiros encontros que a ABU tem feito, tem havido uma integração e interação entre os seus componentes. Se não, vejamos.

A primeira reunião em massa foi a vigília realizada na casa das Bonnas. Lá, tivemos o nosso inicial contato mais próximo, se comparado às reuniões dos núcleos. Cantamos, oramos, aprendemos, brincamos. No início de maio, fizemos o TIFS (Treinamento Intensivo de Final de Semana), no qual os abuenses (ou abusados!) se conheceram ainda mais. Chegado o momento da prática dos estudos, viajamos a Itapecuru-Mirim, para auxiliar os desabrigados pelas enchentes. Outra experiência bastante proveitosa.

Mas, creio eu, que uma das maiores experiências que as pessoas que participaram de todas essas atividades foi vivida nessa última viagem, rumo à Pedreiras.

A disposição e o pensamento eram únicos entre todos os viajantes. No entanto, como diz Shakespeare, “depois de um certo tempo você aprende...”. Por passarmos pouco tempo juntos, é natural vermos as qualidades e características louváveis de certas pessoas. Agora quer saber até onde vai a amizade entre cada um? È só deixar o tempo passar.

Depois de um certo tempo percebemos que fulano não é apenas engraçado, brincalhão, alegre: ele é, também, implicante, chato pra que alguma coisa seja feita, e exagerado...

Começamos a enxergar as “esquisitices”, os erros, falhas e medos dos outros. E é justamente aí que Cristo é mostrado em cada um.

O desejo de Jesus nunca foi que os seus discípulos, bem como os atuais cristãos, fossem iguais em tudo o que fizerem. Na verdade, o erro começa aí, quando pensamos que Deus quis ou quer igualdade. “Eu neles, e Tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e o mundo conheça que Tu me enviaste...”. Cristo orou ao Pai pedindo unidade, não igualdade.

Você não precisa ser igual nas atitudes que o seu irmão; não precisa fazer tudo que os outros fazem, se você não quer ou não as pode fazer. Quando surgem as diferenças, sejam elas de doutrinas, tradições, escolhas, time ou operadoras, devemos deixar Cristo reinar; pedir graça e amor para suportarmos uns aos outros, como escreveu o apóstolo Paulo. Não devemos fugir dos conflitos ou mesmo ignorá-los: é preciso enfrentá-los – e resolvê-los.

Viver em unidade: o maior desafio de todos nós, mas o maior desejo de Deus.
Oh! Como é bom e maravilhoso é que os irmãos vivam em união!”

9 de junho de 2009

ABU em Pedreiras


Mais uma vez, a ABU saiu de São Luís rumo a uma cidade afetada pelas enchentes no Maranhão. Agora, Pedreiras foi o local escolhido para assistência aos desabrigados. A chegada na cidade banhada pelo rio Mearim foi tranqüila, por volta das 11h, no sábado. A recepção foi na Igreja Batista, onde os irmãos nos receberam calorosamente.

O grupo era formado por alguns que já haviam participado da primeira viagem a Itapecuru (Adailton, Carlinhos, Eduardo, Kél, Priscila,) e por outras pessoas: Emerson e Jô (Ceuma), Carol, Dafne, Janayara, Marcos e Pablo da UFMA, além de Isaías, Áurea e seu Luis. Esta caravana era liderada pelo casal de missionários da AME, Róbson e Aline, vindos de São Paulo.

Qual o sentido dessas pessoas terem saído de suas casas e irem a um lugar distante, onde a situação de vida é bem precária? Se procurarmos, humanamente falando, não vamos encontrar.

Mas quando olhamos para a situação daquelas pessoas - que tiveram não apenas suas casas destruídas, mas a dignidade e os sonhos arruinados – lembramos de tudo o que o nosso Mestre falou, e de como Ele viveu aqui na terra: servindo aos outros.

As águas do rio já baixaram, mas o sofrimento apenas começou. Famílias estão sendo expulsas dos abrigos, sem ter ao menos um lugar para ir. E quando chegamos aos colégios para entregar as cestas básicas, podemos ver o descaso do Estado em relação aos mesmos: falta de higiene nos quartos; banheiros sem a mínima estrutura, pessoas doentes sem assistência médica...

É chocante para nós que moramos na capital e não somos acostumados a conviver com o fato. Houve momentos, durante as visitas às famílias, em que os nossos corações ficaram partidos com as cenas vistas nos abrigos.

No entanto, diante de tanto descaso e sofrimento, o nosso trabalho teve resultados surpreendentes: os sorrisos das crianças ao receberem bonecas, carrinhos e bombons. Muitas destas não entendiam o que haviam acontecido com suas casas, outras estavam tristes pro tudo aquilo. Mas naquele momento, por um pequeno instante, tudo foi esquecido, graças a um simples brinquedo artesanal.

Em outro momento, o mais animador e gratificante resultado do trabalho do grupo não foi obtido devido às cestas básicas ou mesmo aos presentes doados às crianças. Uma senhora agradeceu emocionadamente, dizendo que a prefeitura e a defesa civil já fizeram algumas entregas de alimentos, mas não daquela forma: com abraços, carinho e uma palavra de conforto. Não existe uma recompensa maior do que esta.

Na nossa volta, forças do Mal quiseram nos atrapalhar com a quebra do ônibus. Talvez com o pensamento que íamos desanimar ou ficar desesperados. E, confiando no Senhor, o grupo aproveitou o tempo de espera do outro ônibus, se conhecendo ainda mais, solidificando uma amizade que já havia começado.

27 de maio de 2009

O Possante


Era uma noite, mas não sei de qual dia. O pastor Getúlio tinha ido buscar seu carro em Tutóia, um Gol (1.6), que havia caído em uma pequena ponte naquela cidade. O estado do automóvel era triste: com a lataria toda amassada, o Possante, como é conhecido, possuía freio em apenas uma roda, estando sem para-brisas e faróis, além de o piso quase não existir. Não era muita coisa, mas vai dar de chegar - pensava o pastor. E o pior: ele tinha que sair pela noite.


Com um mecânico ao volante, o Possante deixa a cidade (Tutóia) onde tinha ficado após o acidente, rumo a Itapecuru-Mirim. Seu Roxinho, como é chamado por todos, é um experiente mecânico, que já está acostumado com a rotina dos trabalhos em sua oficina. Ele não gosta muito de sair da cidade, mas é o jeito, pois ele tem que fazer essa missão “quase impossível”.


O pastor entra meio assustado no carro: não era aquilo que ele tinha comprado, não naquele estado em que se encontrava o Possante. Mas sem muita cerimônia e reclamações, é preciso ir.


A estrada não possuía iluminação, além de haver pouca sinalização. Como não tinha faróis, foi preciso fazer um tipo de pisca-pisca para dar sinal de que havia um carro na pista: Getúlio pega dois celulares, e com as mãos estendidas pelas janelas, meio enrolado com o motorista, fica acenando com a luz dos aparelhos.


Já no meio da viagem, a cerca de 140 km/h, o pastor começa se preocupar, pois o carro estava em estado deplorável e o freio pegava apenas em uma roda! Mas a preocupação não era apenas nisso: Getúlio não tinha percebido, ainda, que o motorista usava óculos... e escuros!


- Seu Roxinho, por que o senhor está usando esses óculos escuros, se nós estamos em uma estrada sombria, a mais de cem por hora?!
- É porque eu sou cego de um olho, disse o mecânico.
Nessa hora, o pastor é tomado por um susto.
- Mas se o senhor é cego de um olho, por que então usa óculos? Pergunta o pastor, já tomado de apreensão.
- Eu enxergo apenas 20% com o outro olho.
O silêncio do pastor é rompido com a indagação:
- 20%? Não seria melhor tirar isso?
- Meu filho, imagine se um mosquito entra nesse olho?


Getúlio pede ao motorista que pare em uma oficina na cidade de Anapurus, para poder reparar os faróis do Possante. Já na oficina, o pastor fica preocupado, pois tem apenas 30 reais para percorrer mais de 200 km. Como ele ia pagar? Para sorte (ou não) de Getúlio, havia um irmão de uma igreja daquela localidade.


O pastor se apresenta e conta a situação para o irmãozinho.
- Meu irmão eu não tenho dinheiro para pagar a reparação.
- Não pastor, o senhor tem sim.
- Deus te abençoe...


O irmão olha para a cintura do pastor e vê um celular LG Chocolight.
- O senhor pode deixar esse celular como pagamento, refutou o irmão.


Getúlio olha para o celular que lhe custou quase quatrocentos reais, pensa... mas não tem escolha, pois ele precisa chegar em casa. Ao chegar à sua cidade, no outro dia, o pastor vai dar uma olhada no Possante. Mexe aqui, mexe ali e percebe que o conserto que custou o seu celular, nada mais era que a simples colocação dos fios dos faróis na bateria.

24 de maio de 2009

ABU em Itapecuru



A ABU esteve presente no último final de semana (16 e 17) de maio no município de Itapecuru-Mirim. Não, nós não estávamos fazendo um tour ou passeio. Não fomos àquele local com o intuito de conhecer um das cidades mais bem organizadas do interior. Nosso objetivo era apenas um: servir.


Após o TIFS (Treinamento Intensivo de Final de Semana) realizado no início de maio, com o tema “Ser[vo] é o bastante”, nada mais justo que colocar em prática tudo que aprendemos naqueles dois dias e, também, tudo que o Mestre Jesus tem nos ensinado.


No sábado, ainda em São Luís, começou o trabalho: todos em fileira transportando os alimentos e roupas para o ônibus. Agora, imagine essa situação quando se começa a chover?! Para o bem de todos não era forte, apenas um “sereninho” para acalmar o calor.


Ao chegar em Itapecuru e visitar as famílias desabrigadas, agora alojadas em colégios, todos levaram um choque, pois não estávamos acostumados com essa situação. Quando estávamos no ônibus (eu e Carlinhos) vestidos de palhaços para animar a garotada, e soubemos que elas ainda não tinham almoçado...foi entristecedor.


Mas buscamos força e alegria para poder fazer alguma coisa por aquelas crianças afetadas pelas cheias, que não estavam nem entendendo o que ocorrera. Fomo lá, e animamos (ou tentamos!) a criançada.


E ao ver as meninas da ABU (Anne, Jade, Janaiara, Jeannie, Kel, Priscila) carregando caixas, alimentos... é gratificante e animador! De fato, os abeuenses (ou abusados!) estão levando a sério o ide de Jesus.


O trabalho apenas começou. A obra é grande, os desafios também. Mas eu creio que cada um vai dar o melhor de si nesse projeto. E lembrem-se: “O poder está em vocês!”.

9 de abril de 2009

EURECA

Quem não conhece esta expressão do matemático Arquimedes (287-212 a.C.) ao se dar conta que existia o "empuxo"? Ou quem nunca ouviu falar em insight? Pois bem, já que o termo é bastante comum à maioria de nós, a necessidade de um exame mais acurado está dispensada. Alguém já disse: “idéias? Só a partir das coisas!”

Cada momento que avançamos tecnológica e politicamente, a palavra idéia recebe sempre enfoque extraordinário. Nas campanhas eleitorais ela (Idéia) parece ser arma dos mais estratégicos e ao mesmo tempo bomba nas mãos dos aventureiros. Já ouvi de tudo, desde candidato prometer fazer um metrô em São Luis (Ma) e o povo dizer “se fizer vai afundar a ilha”; até candidata que não conhecia a comunidade de Tauá-mirim, prometer acabar com a falta de transportes asfaltando a estrada até lá, mas sem saber que a dita Tauá-mirim é na verdade uma ilha. É por isso, que defendo: idéias? Só a partir das coisas!

Uma coisa que não podemos negar é que sempre aparecem novas idéias na política, religião, sociologia, mídia e economia. Todavia, acabam esbarrando nas velhas estruturas. Por exemplo, um prefeito chega todo empolgado no começo do mandato e não consegue fazer muito, pois a estrutura do legislativo não lhe é favorável já que tem a minoria. Novas idéias, velhas estruturas!

Na economia também acontece. Que tal a crise que está aterrorizando os mercados e fazendo as “bolsas” não suportarem o peso dos rombos nos bancos de investimentos e rebentarem a “alça”? As idéias boas, como as dos países emergentes, de se distribuir renda, investir em combustíveis não fósseis e pedir para os países mais ricos baixarem os impostos de importação sempre tendem a encontrar a velha estrutura do G8, que por sinal, a Rússia só faz parte porque tem bomba atômica e todo mundo “morre de medo de morrer”. Enquanto os países ricos criticavam o Brasil, dizendo que o Biodiesel iria fazer os agricultores deixarem de plantar arroz e feijão para plantarem mamona, esqueceram de questionar os bancos que eram considerados os mais seguros da via láctea. Ora, ora. Se não é o Estado para socorrer os Bancos privados, em poucos dias eles já estariam “privados” de existir. A velha estrutura frágil por trás da arrogância financeira.

O que dizer da velha estrutura eclesiástica que mantém vivo alguns oligopólios denominacionais e que para se auto-sustentarem necessitam repelir as idéias “quentinhas” saídas de “fornos super aquecidos de motivações? Quem nunca viu uma excelente idéia ser lançada no “mar do esquecimento eclesiástico” só porque não surgiu dos velhos da estrutura? Ou mesmo, uma idéia partir de um cérebro e condecorar com uma medalha o peito de outro? A velha estrutura eclesiástica é mais antiga e depravada do que possamos imaginar.

Basta parar um pouco para pensar, ler bons livros e concentrar-se no que está fazendo que logo ela aparece. A Idéia, seja ela boa ou má, é muito fácil de ser criada, o difícil mesmo é vencer as velhas estruturas que estão lá, só esperando surgir uma nova e brilhante idéia para combatê-la. “O problema com as boas idéias é que elas acabam dando muito trabalho” (Peter F. Drucker)

Jesus acertou em cheio o cerne da questão, aliás, ele sempre fez e faz isso. Concentrava-se no essencial e tratava com indiferença o que fosse trivial. “Vinho novo se coloca em reservatório novo” (Lucas 5.35), isso mesmo. Foi assim que Jesus falou, ou seja, a melhor idéia nova é mudar as estruturas antigas e defasadas. Está na moda a idéia da “(des) construção” ou (des) estruturação no campo da historiografia. Funciona assim, antes se destruíam estruturas para que novas fossem construídas, agora as velhas estruturas são desconstruídas e depois construídas novas estruturas. O segredo está no fato de se ela é desconstruída, alguns materiais poderão ser aproveitados. Uma coisa é certa. A estrutura que está posta não é suficiente em nenhum campo até aqui apresentado.

Mas, e então o que fazer agora? Parar de produzir novas idéias já que as velhas estruturas demoram ser derrubadas, ou será se o caminho é reafirmar as velhas estruturas usando a frase: se não consegue vencer, junte-se a ela? Esta frase é lema da velha estrutura. Agora me recordo de uma frase de impacto: “De nada valem as idéias sem pessoas que possam pô-las em prática" (Karl Marx). Jesus falou que seria melhor guardar o vinho novo em reservatório novo, pois o vinho novo é muitíssimo forte e se derramaria se o mesmo fosse colocado em reservatório velho, ao passo que usando o vinho novo em reservatório novo, ambos seriam conservados.

Sobre novas idéias posso afirmar por experiência própria que é sempre bom tê-las, excelente pô-las em prática, porém o que há de melhor é quando elas surgem do próprio conselho de Deus. Quando são formuladas em comunhão e inspiração divinas. Quando são apresentadas no tempo certo e com a medida de humildade correta de quem a sugere. Idéias. Quando vêm de Deus, temos a inteira liberdade de gritarmos: Eureca, Eureca!!!!! Encontrei o que Deus quer comigo e através de mim, aprendi a experimentar a vitalidade da presença de Deus. Sentir a verdadeira força do empuxo quando achava que estava prestes a afundar. Ah, com essa força que me empurra para cima, que não me deixa mergulhar em minhas próprias desventuras, ganho força que não há estrutura que poderá resistir-me. A nova e definitiva estrutura em breve aparecerá em sua plenitude. Enquanto não vem, fico a esperar e dizer Maranata, que idéia boa de Deus!



FERNANDO COSTA
Assessor ABUB/Norte
SÃO LUIS, MA